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Igreja do Convento de São Domingos
Dominicanos

SD0 Novena a São Domingos - 6º dia

Dia 20 de Maio

 

 

SEXTO DIA
S. DOMINGOS E O ZELO DAS ALMAS

São Domingos amou a verdade porque no seu coração morava um outro amor muito mais forte: o amor das almas. Queria possuir a ciência, como um auxílio para iluminar os espíritos e conduzi-los ao doce jugo de Cristo.

São Domingos foi, sem dúvida, um dos maiores apóstolos que Deus enviou à sua Igreja. "Uma coisa, acima de tudo – diz o Beato Jordão –, pedia ele diariamente a Deus: que lhe desse uma verdadeira caridade, um amor eficaz da salvação dos homens, persuadido de que não seria verdadeiro membro de Cristo se não se consagrasse sem reserva, segundo as suas forças, a conquistar almas, a exemplo do divino Salvador de todos, que Se imolou sem reserva para nossa redenção".

O bem das almas era o seu pensamento predominante. O zelo por elas devorava-o. Lançava mão de todos os meios ao seu alcance para as ajudar e salvá-las.

À oração e à penitência, as duas alavancas do apostolado, já vimos como ele se entregava. Em primeiro lugar tratava, junto de Deus, da conversão dos pecadores, persuadido de que nada podemos sem Jesus e ninguém vai a Jesus se o Pai o não atrair.

Quantas vezes não o ouviram, nas suas orações nocturnas, entre lágrimas, gemer: "Senhor, tende compaixão deste povo! Que será dos pecadores!"

Aos jovens religiosos dizia: "Se não podeis chorar os vossos pecados porque os não tendes, pensai no grande número de pecadores que podem ser preparados para receberem a misericórdia divina. Por eles, os profetas e os apóstolos dirigiam ao Céu gemidos; por eles, também Jesus chorou amargamente".

À oração juntava uma vida penitente, recordando-se das palavras da Carta aos Hebreus: "Sem efusão de sangue não há perdão" (9, 22). Desejava o bem de todos, tanto fiéis como infiéis, hereges, muçulmanos e judeus, e chorava até a perda dos condenados. Tinha por hábito, diz a Irmã Cecília, empregar o dia todo na conquista de almas, quer pregando com frequência, quer confessando, quer recorrendo a outras obras de caridade.

Pregava sempre que podia, chorando muitas vezes e comovendo os ouvintes. "Onde quer que se encontrasse – diz o Beato Jordão –, em viagem com os Irmãos, em casa com os hóspedes e os seus religiosos, entre os Grandes, os Príncipes ou os Bispos, tinha sempre palavras de edificação, recorria a exemplos para os levar a amar a Deus e a desprezar o mundo".

O seu zelo levou-o a fundar uma Ordem de Pregadores, o que, para aquele tempo, constituía uma inovação arrojada. Estava convencido de que, quanto mais numerosos fossem os operários, mais almas se salvariam. Por todos os meios, exortava os irmãos a anunciar a Palavra de Deus e pedia-lhes que fossem cheios de solicitude pela salvação das almas.

S. Domingos enviava em pregação até os menos dotados dizendo-lhes: "Ide, que o Senhor estará convosco e porá na vossa boca a palavra da pregação".

Um anseio, ele nunca pôde realizar: ser missionário e derramar o seu sangue por Cristo.

Com razão representam S. Domingos com um cão a seu lado, com um facho aceso na boca, tal qual sua mãe, a Beata Joana d'Aza, em sonhos, o vira sair do seu seio, porque iluminou o mundo com a sua doutrina e o abrasou com a sua caridade.

Se queremos ser filhos de S. Domingos, amemos as almas, sacrificando-nos por elas e esforçando-nos por salvar o maior número possível.

 

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