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Igreja do Convento de São Domingos
Dominicanos

SD0 Novena a São Domingos - 8º dia

Dia 22 de Maio

 

 

OITAVO DIA

DEVOÇÃO DE S. DOMINGOS A MARIA

A devoção a Maria, Mãe de Jesus, faz necessariamente parte da vida cristã. Não há santo algum que não lhe tenha rendido fervoroso culto. Porém, alguns distinguem-se pela sua singular piedade filial para com a Rainha dos Céus; S. Domingos é um deles.

Contam as antigas crónicas que, ainda antes da Ordem existir, já fora revelado a almas piedosas que a Santíssima Virgem pedira a sua fundação a seu divino Filho.

E S. Domingos viu em Roma, numa visão extática, que Nosso Senhor, desagradado com o mundo, queria destruí-lo; mas a Virgem piedosa, de joelhos, apresentava-Lhe dois dos seus servos, Domingos e Francisco, para o regenerar, e que, então, Jesus se deixou aplacar.

S. Domingos e a sua Ordem existiram graças às orações e intercessão da Santíssima Virgem. Nos Diálogos de Santa Catarina, lê-se que o Pai Eterno lhe diz: "Domingos foi uma luz que dei ao mundo por intermédio de Maria: foi Ela que lhe deu o hábito, foi a Ela que a minha bondade confiou esse encargo". Com efeito, quando S. Domingos pedia a cura do Beato Reginaldo, que se encontrava doente, Nossa Senhora apareceu a este, curou-o e deu-lhe o escapulário, a parte principal do hábito dominicano. Como Ela velava pela Ordem, à qual chamava a "Sua Ordem"!

Quem não recordará, com ternura, aquelas noites em que S. Domingos, estando em oração, via Nossa Senhora, acompanhada de duas santas, ir pelo dormitório a abençoar os irmãos enquanto dormiam!

O Beato Jordão, sucessor imediato de S. Domingos no governo da Ordem, e que, para alcançar a protecção da Rainha dos Anjos, introduziu o canto da Salvé Rainha depois de Completas, conta que muitas vezes a SantíssimavVirgem, ao ouvir cantar "Eia, pois, advogada nossa", se prostrava diante do seu Filho e orava pela conservação da Ordem.

Uma vez, estando S. Domingos em oração, viu, em volta de Nosso Senhor e de sua Mãe, religiosos de todas as Ordens, excepto da sua. Começou a chorar amargamente e o Senhor perguntou-lhe por que chorava e se queria ver os seus religiosos. Colocou, então, a mão no ombro de Nossa Senhora e disse a S. Domingos: "Confiei a tua Ordem à minha Mãe". Nossa Senhora abriu o seu manto azul, que parecia cobrir o Céu, e deixou ver uma grande multidão de filhos do Santo Patriarca.

Sabemos que S. Domingos dedicou o seu primeiro mosteiro a Nossa Senhora de Prouille e, segundo uma tradição, pregava frequentemente sobre Nossa Senhora. Não atribuem a tradição e os Papas a S. Domingos a origem do Rosário, rainha das devoções a Maria, a sua oração predilecta?

O Rosário é uma maneira, ao mesmo tempo simples e profunda, de louvar a Maria, adequada tanto às pessoas pouco cultas como aos grandes sábios.

O Rosário bastava para imortalizar S. Domingos e poder afirmar-se que ele foi um dos maiores devotos da Santíssima Virgem.

A tradição confirma que por meio do Rosário se converteram muitos pecadores e hereges até ali endurecidos e surdos à pregação do Santo, e a liturgia canta que foi graças à protecção materna de Maria que S. Domingos conquistou para Cristo inúmeras almas.

Na hora da morte, lá estava Ela para o levar para o Céu. No momento em que o Santo Patriarca morria, um dos seus filhos ausentes, o Beato Guala, viu o Céu aberto, de onde pendiam duas escadas brancas, pelas quais os anjos subiam e desciam. Em baixo, e entre as duas escadas, estava sentado S. Domingos; no cimo, a Virgem e seu bendito Filho, segurando cada um a sua escada, foram-nas puxando até introduzirem o autor do Rosário na glória eterna.

Não podemos ser devotos e filhos de S. Domingos se não formos devotíssimos da Santíssima Virgem. Amemo-La, pois, como filhos, veneremo-La com o santo Rosário, como S. Domingos, e assim mereceremos com ele viver e louvar eternamente a Jesus, sob o manto da Sua bendita Mãe.

 

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