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Igreja do Convento de São Domingos
Dominicanos

SD0 Novena a São Domingos - 1º dia

Dia 15 de Maio


 

 

PRIMEIRO DIA

PUREZA DE S. DOMINGOS

S. Domingos é representado, quase sempre, com um lírio na mão, símbolo da sua angélica pureza. Todos os que viveram com o Santo Patriarca tinham a convicção de que ele era virgem, isto é, puro no corpo e na alma, que não só guardara a castidade perfeita, mas que também nunca cometera um único pecado mortal.

As testemunhas que depuseram no processo de canonização, algumas das quais conviveram com ele durante muitos anos, e o sacerdote que ouviu a sua última confissão geral, são unânimes sobre este ponto: «Nem a menor suspeita sobre a sua pureza», dizia uma delas. Além disso, temos a confissão do próprio Patriarca. Pouco antes de comparecer perante o tribunal divino, chamou alguns religiosos para lhes fazer as últimas recomendações e declarou: «Por uma graça especial do Senhor, guardei até hoje a virgindade».

Domingos guardava esse tesouro inapreciável por meio duma profunda humildade, rigorosa penitência e assídua vigilância dos sentidos. Uma testemunha declara que quando o Santo atravessava as povoações, os seus olhos mal se levantavam da terra. E quando declarou que conservara a inocência, acusou-se de nunca ter podido dominar a imperfeição de sentir maior gosto em falar com pessoas novas do que com as idosas, donde se pode deduzir a sua extrema delicadeza de consciência, pois combatia sentimentos tão naturais que, não sendo maus, podem, por vezes, conduzir ao mal.

S. Domingos, como S. Paulo, castigava o corpo e reduzia-o à servidão, para que o espírito dominasse plenamente a carne e Deus morasse numa alma pura. Os corações puros, ensinou Jesus, são felizes porque vêem a Deus.

S. Domingos facilmente entrava em comunicação com os espíritos angélicos e com o próprio Deus – a própria pureza – porque nenhuma falta embaciava os olhos do seu espírito. Esta pureza, dizia um dos seus filhos, era comunicativa, «cástitas transfusiva» e reflectia-se no seu exterior, no seu corpo. A irmã Cecília, que, como filha espiritual e devotíssima de S. Domingos, o estudava e examinava atentamente, escreveu: «Da sua fronte e de entre as suas sobrancelhas, irradiava uma luz suave e brilhante que atraía os corações e simultaneamente infundia respeito e veneração».

Esta pureza queria-a ele também para seus filhos. Recomendava-lhes que, nesta matéria, fossem rigorosos e vigilantes, sobretudo nas relações com pessoas de fora; de contrário, corriam graves perigos; por outro lado, com a pureza de vida e com o perfume duma boa reputação, colheriam abundantes frutos de salvação no seu ministério.

Nos primeiros tempos da Ordem eram tantas as almas puras que nela se acolhiam que chegaram a denominá-la «Ordo liliatus», a Ordem dos Lírios.

O escapulário, emblema e escudo da castidade, foi dado à Ordem pela Rainha das Virgens, na pessoa do Beato Reginaldo, a quem Ela também cingiu os rins com o cordão da pureza, quando S. Domingos orava por ele.

Todo o filho e devoto de S. Domingos deve, pois, cultivar com todo o esmero esta delicada flor, cujo perfume encanta os corações de Jesus e de Maria.

Peçamos a S. Domingos a estima e o amor da pureza, e procuremos imitar, para empregar as palavras do Beato Jordão, «este espelho de pureza, vaso de santidade, templo da virgindade, órgão do Espírito Santo, que durante a sua vida nunca expulsou da sua alma o doce Hóspede que nela habitava».

 

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