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Igreja do Convento de São Domingos
Dominicanos

SD0 Novena a São Domingos - 4º dia

Dia 18 de Maio

 

 

 

S. Domingos foi um homem de oração. A oração litúrgica, oração oficial da Igreja era, para ele, a oração por excelência; por isso, apesar das inovações que introduziu no regime monástico da sua Ordem, conservou o Ofício coral.

Pela santa Missa nutria extraordinária devoção. Queria cantá-la todos os dias, até em viagem, se encontrava igreja adequada.

Durante o Cânone da Missa, e sobretudo na oração do Pai-Nosso, derramava sempre abundantes lágrimas que comoviam os assistentes.

Ao Ofício Divino era igualmente muito assíduo. Apesar das fadigas, das vigílias ou da doença não faltava ao coro, mesmo de noite. Por vezes, exteriorizava a sua devoção pelas lágrimas, ou, dominado pelo zelo, ia de um ao outro lado do coro exortando os irmãos a cantarem e salmodiarem com fervor e devoção.

Nas suas numerosas viagens, mantinha-se fiel à reza do Ofício na hora própria, sempre que lhe era possível. De noite, ao ouvir os sinos de algum mosteiro a chamar para Matinas, fazia levantar os companheiros e rezava com eles o Ofício Divino. Morreu mártir do Ofício coral. Com efeito, chegando, um dia, a Bolonha, muito cansado e a arder de febre, apesar de instado pelo Prior do convento para que descansasse, quis participar nas Matinas, oração coral com início à meia-noite. Mal terminou esta oração nocturna, deitou-se, para não mais se levantar.

Quando chegava a qualquer lugar, a primeira preocupação de S. Domingos era procurar uma igreja para aí orar. Ele tinha a devoção do lugar sagrado: embora orasse em toda a parte, sentia particular satisfação em rezar numa igreja, casa do Senhor, casa de oração. Pode, no entanto, afirmar-se que a sua alma estava em contínuo colóquio com Deus, dia e noite: de dia, quando o ministério das almas e outras obrigações o não impediam; de noite, a maior parte dela e, muitas vezes, toda a noite. Terminadas as Completas – a oração da noite –, acompanhava os irmãos até ao dormitório, mas regressava logo à igreja. Os seus suspiros, as suas lágrimas e, por vezes, os seus gritos ou gemidos acordavam os religiosos que dormiam mais perto da igreja.

O corpo ajudava e exteriorizava a devoção da sua alma. Ora ajoelhava diante do altar, ora se inclinava, ora se prostrava por terra, humilhando-se diante do Salvador e proferindo jaculatórias extraídas da Sagrada Escritura, como, por exemplo, «Senhor, tende compaixão de mim, que sou pecador», «Senhor, ouvi a minha oração», «Todo o dia brado para Vós».

De pé, ora olhava para o crucifixo em atitude humilde e suplicante, ora estendia os braços para o céu em frecha, como pretendendo atingir o coração de Deus. Depois entrava em santos transportes de alegria, como se visse e falasse com alguém, ou já tivesse alcançado o que pedia.

E orava de muitas formas. Em circunstâncias extraordinárias, orava com os braços em cruz, como quando salvou do naufrágio uns peregrinos ingleses, em Tolosa, e quando ressuscitou o jovem Napoleão, em Roma.

S. Domingos exortava insistentemente os seus filhos a consagrarem-se à oração. Sem o auxílio da graça nada podemos, e Deus determinou dar-no-la na medida em que lha pedirmos.

Sejamos almas de oração, almas de contínua união com Deus, e alcançaremos numerosas graças para nós e para os outros. Peçamos a S. Domingos o seu espírito de oração.

 

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