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Igreja do Convento de São Domingos
Dominicanos

SD0 Novena a São Domingos - 2º dia

16 de Maio

 

 

SEGUNDO DIA

HUMILDADE DE S. DOMINGOS

Uma das principais guardas da castidade é a humildade. Se as testemunhas do processo de canonização falam da pureza de S. Domingos, insistem também muito sobre a sua humildade.

Como o seu divino Mestre, Domingos era manso e humilde de coração, atraindo sempre a simpatia de quantos com ele lidavam. Ninguém era mais afável, ninguém mais simples no trato com os homens.

De Jesus Cristo, disse S. Paulo que Ele se aniquilou fazendo-se obediente até à morte. Domingos imitou nesse ponto o divino modelo. «Rigidíssimo observante» da Regra e das Constituições que ele próprio elaborara, submeteu-se a elas como o último dos religiosos e ainda com mais rigor, pois não se dispensava, ao passo que dispensava os outros.

Em viagem, seguia a vontade de seus companheiros, que eram ao mesmo tempo súbditos e filhos, quanto à escolha da pousada e da comida. Do mesmo modo, quando chegava a um convento, conformava-se em tudo com os seus usos e costumes, apesar de ser o Superior de todos.

Humilhava-se diante de Deus e pedia-Lhe que, por causa dos seus pecados, não castigasse as povoações por onde tinha de passar. Ouviam-no, muitas vezes, nas suas orações, repetir versículos da Sagrada Escritura como estes: «Senhor, tende piedade de mim que sou pecador»; «Fui eu que pequei e cometi a iniquidade»; «Não sou digno de levantar os olhar para o céu por causa da grandeza dos meus pecados, porque provoquei a vossa cólera, Senhor, e fiz o que é mau a vossos olhos».

Profundamente religioso, desprezava-se a si mesmo. Considerava-se como um «homem de nada» e, no fim da sua vida, depois de ter fundado e consolidado a Ordem, depois de ter operado tantos milagres, convertido tantas almas e dado tantos exemplos de virtudes sublimes, no Capítulo Geral de Bolonha, diante dos delegados de toda a Ordem, declarou: «Mereço ser deposto do meu cargo, pois sou um homem inútil e relaxado». E humilhou-se muito diante de todos. Como não foi aceite a sua vontade, quis, pelo menos, que houvesse padres definidores com autoridade sobre ele durante todo o Capítulo. Esta pouca estima em que se tinha levava-o a procurar humilhações. Recebia com agrado, como uma grande recompensa, os insultos dos hereges.

Um dia perguntaram-lhe por que razão preferia a diocese de Carcassona à de Tolosa, e o Santo respondeu: «Em Tolosa sou honrado e todos me querem bem; aqui não, estou no meio dos hereges que me desprezam».

Por amor às humilhações, abandonou as riquezas e abraçou a vida de pobreza. Usava vestes pobres, remendadas, e diante de pessoas importantes nada fazia para as encobrir; antes, com essa humilhação sentia um grande prazer.

Muitas vezes pedia pão, de porta em porta, e, não raras, o recebia de joelhos.

Procurava ocultar, quanto podia, as graças extraordinárias que recebia. Como o Papa quisesse fazer publicar, do alto dos púlpitos, um grande milagre realizado por S. Domingos, este declarou que fugiria de Roma para nunca mais lá voltar.

Sendo Prior de Osma, quando lhe davam carne, não a comia nem a recusava, mas ocultava-a para que não descobrissem a sua mortificação.

Recusou duas ou três vezes o episcopado, preferindo viver pobre com os irmãos.

Como testamento, disse a seus filhos antes de morrer: «Caritatem habete, humilitatem servate, paupertatem voluntariam habete»: «Tende caridade, guardai a humildade e possuí a pobreza voluntária».

Peçamos, pois, a S. Domingos, que não quis ser enterrado senão debaixo dos pés de seus irmãos, que nos alcance uma verdadeira humildade, fundamento de todas as virtudes.

 

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