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Igreja do Convento de São Domingos
Dominicanos

convento O CONVENTO, A CIDADE, A ITINERÂNCIA

A espiritualidade do convento na Ordem dos Pregadores - fr. Bento Domingues, op

"Nunca esquecerei aquilo a que as Ordens Mendicantes devem o seu nascimento: o sobressalto evangélico de uma Igreja que se liberta da situação confortável que vive na sociedade feudal. E durante esse tempo – na vida está tudo ligado – as estruturas feudais rebentam: é a urbanização, a organização das comunas, a criação dos mercados, a grande cólera dos senhores e de certos bispos quando os comerciantes tomam o poder económico... As Ordens Mendicantes nasceram num contexto novo e naturalmente é nele que se sentem à vontade."

M.-D. Chenu

 

Para saber qual é o carisma da Ordem dos Pregadores, ou como vulgarmente se diz, dos Dominicanos, na Igreja e na sociedade, é preciso perguntar qual era o carisma de S. Domingos de Gusmão. Uma Ordem religiosa começa por ser a socialização do carisma do fundador. No caso de S. Domingos, o processo de socialização foi muito objectivo. Ele próprio tentou, da forma mais nítida, que não se fixassem muito nele. Como dizia P. Mandonnet, um dos primeiros historiadores modernos de S. Domingos e dos começos da Ordem dos Pregadores, Domingos de Gusmão procurou esconder-se ao máximo, para que ninguém se distraísse daquilo que devia ser obra de todos, por todos deliberada, por todos aprovada, por todos controlada. Actualizou o velho princípio do direito: Quod omnes tangit ab omnibus tractari et aprobari debet.

O projecto das Constituições, a manter em reforma permanente, são um monumento de direito constitucional – embrião de um certo parlamentarismo constitucional e de democracia representativa – elaborado pelos juristas da Escola de Direito de Bolonha, amigos de S. Domingos. Alguns, depois de lhe apresentarem o resultado do seu trabalho, pediram para fazer parte da nova fundação.

 

1. Qual é o carisma da Ordem dos Pregadores?

Tenha-se em conta que a designação Ordem dos Pregadores pertencia, de direito, aos Bispos, à Ordo episcoporum. São eles que têm o dever e o direito de pregar a Palavra de Deus. A iniciativa de S. Domingos não pretendia substituir os bispos. Procurava preencher uma lacuna.

Vejamos como a Constituição Fundamental da Ordem apresenta o carisma dos Dominicanos:

 

§ I – O ideal da Ordem exprimiu-o o Papa Honório III ao escrever a Domingos e aos seus irmãos: "Aquele que fecunda sempre a sua Igreja com nova prole [1], querendo conformar os tempos actuais com os primitivos e propagar a fé católica, inspirou-vos um novo afecto, com o qual, tendo abraçado a pobreza e a vida regular, vos entregais à exortação da palavra de Deus, evangelizando pelo mundo inteiro o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo"[2].

 

§ II – Com efeito, a Ordem dos Irmãos Pregadores, fundada por S. Domingos, "tomou consciência, desde o início, de que foi instituída especialmente por causa da pregação e salvação das almas"[3]. Por isso, os nossos irmãos, em conformidade com o preceito Fundador, "apresentem-se por toda a parte honesta e religiosamente, como homens que desejam procurar a sua salvação e a dos outros, como varões evangélicos que seguem as pegadas do seu Salvador, falando com Deus ou de Deus a si mesmo e ao próximo"[4].

 

§ III – Para realizar, porém, este seguir Cristo na caridade de Deus e do próximo, consagramo-nos totalmente a Deus pela profissão na nossa Ordem, e, assim, devotamo-nos, dum modo novo, à Igreja universal, totalmente entregues à íntegra evangelização da palavra de Deus[5].

 

§ IV – Participantes da missão apostólica, assumimos também a vida dos Apóstolos, segundo a forma concebida por São Domingos: levando unanimemente uma vida comum; fieis na profissão dos conselhos evangélicos, fervorosos na comum celebração da liturgia, principalmente da Eucaristia e do Ofício Divino e na oração, assíduos no estudo, perseverantes na observância regular. Todos estes elementos, não só concorrem para a glória de Deus e para a nossa santificação, mas também servem directamente a salvação dos homens, enquanto, à uma, preparam e impelem para a pregação, a informam, e ao mesmo tempo, são informados por ela. Tais elementos, firmemente ligados entre si, equilibrados harmonicamente e fecundando-se mutuamente, constituem, na sua síntese, a própria vida da Ordem: vida apostólica, no pleno sentido, na qual a pregação e o ensino devem proceder da abundância da contemplação.

 

§ V – Feitos cooperadores da ordem episcopal pela ordenação presbiteral, temos, como missão peculiar, o múnus profético, pelo qual se anuncia por toda a parte, com a palavra e com o exemplo, o Evangelho de Jesus Cristo, tendo em vista as condições dos homens, dos tempos e dos lugares, para que a fé nasça ou informe mais profundamente toda a vida para edificação de Corpo de Cristo, que se completa nos sacramentos da fé.

 

§ VI – A figura da Ordem, como sociedade religiosa, procede da sua missão e da sua fraterna comunhão. Com efeito, sendo a administração da palavra e dos sacramentos um ministério presbiteral, a nossa religião é clerical; ministério, no entanto, que os nossos irmãos cooperadores participam de muitas maneiras ao exercerem, de um modo especial, o sacerdócio comum. A consagração total dos Pregadores à proclamação do Evangelho pela palavra e pela acção, manifesta-se também no facto de, pela sua profissão solene, ficarem total e perpetuamente ligados à vida e à missão de Cristo.

Como a nossa Ordem, em cooperação com toda a Igreja, foi enviada a todos os povos, tem, por isso, um carácter universal. E, para melhor cumprir tal missão, goza de isenção e está munida de uma forte unidade na sua cabeça, o mestre da Ordem, a quem todos os irmãos se ligam imediatamente pela profissão: pois o estudo e a evangelização exigem a disponibilidade de todos.

Por esta mesma missão da Ordem, são afirmadas e promovidas, dum modo especial, a responsabilidade e a graça pessoal dos irmãos. Na verdade, cada irmão, depôs da sua formação, considera-se um homem maduro, porque ensina os homens e porque assume múltiplos ofícios dentro da Ordem. Por isso, a Ordem quer que as suas leis próprias não estejam sujeitas a culpa, a fim de os irmãos as abraçarem sabiamente, não como escravos sob a lei, mas como filhos sob a graça[6].

Por último, dada a finalidade da Ordem, o superior tem o poder de dispensar, sempre que o julgue oportuno, nas coisas que impeçam o estudo ou a pregação ou o fruto das almas[7]

  

2. Dificuldades

 2.1. Na reforma do séc. XV-XVI, debate-se a seguinte questão: o próprio êxito da iniciativa de S. Domingos na Igreja põe em causa a originalidade do carisma dominicano. Nessa altura, já todas as Ordens religiosas pregam e estudam. O que começa a diferenciá-las é a pregação ou a propaganda das devoções apropriadas por cada um dos Institutos. A astúcia dos Dominicanos consistiu em se tornarem os pregadores da devoção do Rosário e não só. Foi Nossa Senhora que o entregou a S. Domingos e o encarregou de pregar os seus mistérios. É evidente que, em termos de pregação popular, isto era um achado: o pão partido aos pequeninos, segundo o pedido de Cristo. Há mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, com uma grande lacuna: onde estão os mistérios da vida pública de Jesus e, especialmente, do ministério da sua pregação, que os Dominicanos deviam servir? Nada é perfeito, mas foi um grande achado.

2.2. Durante muito tempo, vão desenvolver-se tensões entre doutores e pregadores, entre pregação e ensino. Os Dominicanos são filhos de S. Domingos ou de S. Tomás de Aquino?

2.3. Outra tensão nunca superada de forma convincente: é uma Ordem contemplativa ou uma Ordem activa? Primado da contemplação ou primado da intervenção? S. Domingos chamou às monjas de Prouille, A Santa Pregação. S. Tomás de Aquino, que manteve o primado teórico da vida contemplativa, soube levar a água ao moinho dos Pregadores: "embora a vida contemplativa seja superior à vida dedicada a actividades corporais, no entanto, quando a vida activa é dedicada a pregar e a ensinar, aos outros, a realidade contemplada, este estilo de vida é mais perfeito do que a vida contemplativa. Aliás, este estilo de vida activa pressupõe abundante contemplação. Foi a vida que Jesus escolheu"[8].

2.4. Nos finais do séc. XIX e princípios do séc. XX, a tensão entre pregação e observâncias monásticas enfrentaram dois grandes restauradores da Ordem em França: Lacordaire e Jandel. No pós Vaticano II, renasceu, embora sem futuro, uma tentativa de Moines Apostoliques.

Estas tensões são inevitáveis numa Ordem que para realizar integralmente o seu carisma tem de se manter fiel a aspectos complementares, mas que, na prática, não são de gestão fácil porque se apresentam, muitas vezes, como um dificultando o outro, quando existem para se ajudarem.

 

3. Proposta

A grande questão é esta: o que é a pregação? Quando é que acontece? O que é que implica? O que é que exige do pregador?

Diz-se de S. Domingos que falava com Deus ou de Deus. É uma resposta numa altura em que a palavra estava desacreditada e se pedia que o exemplo, de vida e de obras, pudesse apoiá-la. Destaquemos alguns modelos para encontrar a originalidade da proposta de S. Domingos:

 

3.1. Modelo de Monge Apostólico

S. Gregório Magno apresentou um modelo de monge apostólico, muito desenvolvido por S. Bernardo, que parece fazer da pregação um tempo roubado à contemplação: "Os santos anunciadores da Palavra de Deus, voltam, regressam continuamente a retemperar-se no seio da contemplação para aí refazer a chama do seu ardor, a fim de, tocando a claridade celeste, brilhem com essa luz. Vão e vêm como relâmpagos, porque ao sair do segredo da contemplação e ao entregar-se à vida activa, arrefecem depressa nas coisas exteriores, por melhores que elas sejam, se não regressarem continuamente, com diligência, ao fogo da contemplação"[9].

 

3.2. Modelo Espectante da Iluminação

 Vou resumir o interessante modelo de Diádoco, Bispo de Fotice do séc. V: É uma beleza esperar continuamente, por meio da fé activa na caridade, a iluminação que leva a falar; porque nada existe de tão indigente, pobre, vazio, como um pensamento que filosofa fora de Deus sobre as coisas de Deus[10].

 

3.3. Modelo da Ordem dos Pregadores: Gratia Praedicationis

O grande historiador de S. Domingos, M.- Umbert Vicaire, tem um texto fundamental para nos darmos conta do que é a notícia de um tesouro escondido:

"Notaremos apenas um pormenor, a propósito da escolha dos candidatos à pregação. Os textos primitivos ligam grande importância não só à ciência do candidato, aos seus costumes ou à sua caridade, mas também à gratia praedicationis. Os numerosos textos que, naquela época, utilizam a expressão na Ordem e fora da Ordem, particularmente os textos dos Valdenses, provam que ela não significa quaisquer dons oratórios, mas um verdadeiro carisma, uma espécie de vocação sobrenatural, a convicção de se sentir impelido pelo Espírito a falar. A gratia praedicationis faz da pregação dominicana um verdadeiro ministério do Espírito Santo, o anúncio carismático da Palavra de Deus"[11].

Não é de forma nenhuma um pormenor, é a realidade central. Na Bula Gratiarum Omnium Largitori, de Honório III (21. 01. 1217), a palavra praedicantes foi raspada e substituída por outra mais precisa e que indica a vocação e a função dos Dominicanos: praedicatores. S. Domingos será celebrado como Praedicator gratiae. As Constituições primitivas, nº 20 (retocadas em 1228 num Capítulo Geral), quando se ocupam do exame a que os irmãos devem ser submetidos para pregar – e devem ser examinados por pessoas idóneas e que tenham vivido com eles – indicam a matéria sobre a qual devem ser examinados: acerca da graça para pregar, isto é, da aptidão para pregar. A aptidão para pregar é, não só um saber, mas uma competência sobrenatural, uma graça (cf. Adenda).

No antigo Missal dominicano, a missa da Vigília da Epifania é pautada pela graça da pregação:

Oração – Ilumina, Senhor, os corações dos teus fieis com a graça do Espírito Santo; dá-lhes uma palavra de fogo; aumenta a virtude àqueles que pregam a tua Palavra. Por Nosso ....

Colecta – Dá, Senhor, aos teus servidores uma palavra graciosa. Ao santificar estas ofertas, visita os seus corações. Por Nosso...

Depois da comunhão – Ilumina, Senhor, o teu povo. Acende o seu coração com o esplendor da Tua graça para que descubra sem cessar o Salvador e o abrace na verdade. Por....

 

Reparemos na Bênção dominicana (séc. XIII): Que Deus Pai nos abençoe, que Deus Filho nos cure, que o Espírito Santo nos ilumine, e nos dê olhos para ver, mãos para realizar o trabalho de Deus, pés para caminhar, uma boca para pregar a Palavra da salvação e o Anjo da paz para os guardar e, finalmente pela graça do Senhor nos conduza ao Reino.

 

Humberto de Romans (1200-1277), o 5º Mestre Geral da Ordem dos Pregadores, escreveu: "Neste mundo, Cristo celebrou apenas uma missa, no dia da Ceia. Não se consegue ler, em lado nenhum, que tenha ouvido confissões. Pouco e raramente distribuiu sacramentos. Não gastou muito tempo com as horas canónicas. O mesmo se diga de outras actividades, salvo a oração e a pregação. Mas pode ler-se: logo que começou a tarefa da pregação, entregou-lhe a vida toda, mais ainda do que à oração".

Guy Bedouelle publicou um livro cujo título – Dominique ou la grace de la Parole – indica o conteúdo e personaliza, na própria pessoa de S. Domingos, o carisma essencial dos Dominicanos.

Simon Tugwel na sua originalíssima obra The was of the praecher retomou esta perspectiva: o carisma dos Dominicanos é a actividade da pregação e a pregação não esvazia, mas é uma fonte de contemplação, se for o fruto de uma graça, não de habilidade, não de uma retórica.

As instituições fundamentais da Ordem dos Pregadores – oração, estudo, vida comunitária, regime democrático – existem para acolher uma graça: a graça da pregação. Os antigos Capítulos Gerais da Ordem eram celebrados sempre no Pentecostes. S. Tomás de Aquino é também o teólogo da graça do Espírito Santo, que como ele mostra é o que há de mais poderoso na Lei Nova, Lei do amor e da liberdade, Lei do Evangelho que não destrói a natureza nem dispensa o estudo, a investigação científica nem os recursos humanos da comunicação, segundo a cultura de cada povo e de cada época.

 

Resumindo: Em S. Domingos coexistem uma variedade enorme de apostolados e de modos de vida: a do estudante da Universidade de Palência, para quem "estudar em peles mortas quando seres humanos morrem de fome... Vende os livros; a do claustro de Osma, onde foi cônego regrante sob a Regra de Santo Agostinho; o membro do grupinho itinerante das missões rurais; o fundador dos conventos citadinos e universitários; o sonho nunca realizado por ele, das missões longínquas. Aquilo que Domingos sonhou, mas não pôde realizar, tornou-se a vocação dos Irmãos Pregadores, através dos séculos.

"S. Domingos nada rejeita da tradição espiritual da Igreja una e santa, ou melhor, nada daquilo que é compatível com a sua intuição de uma Ordem ao serviço da pregação. Não tem nenhuma preocupação em ser original. Situa-se na experiência da sabedoria dos Padres do Deserto, no ideal de uma só alma e um só coração da Regra de santo agostinho, nas austeridades de Grandmont ou da vida monástica que ele pode conhecer e apreciar nos seus amigos cistercienses. Eis o seu gênio: fez a síntese dos diversos elementos numa obra original, pelo seu equilíbrio, tanto mais notável na sua construção quanto necessariamente precário na realização sempre a rectificar"[12].

Para responder ao desafio do título desta conferência, não encontrei nada mais apropriado do que transcrever uma passagem das Constituições dos Irmãos Pregadores, na edição de 1954, nº 827:

"Dado que o estudo da Verdade sagrada é meio necessário, indispensável, para atingir o fim específico da Ordem, os nossos Irmãos, a exemplo e mandato de S. Domingos, de tal forma o procurem que de dia, de noite, em casa, em viagem, leiam sempre alguma coisa ou meditem e esforcem-se por reter e recordar aquilo que no estudo ou na meditação forem bebendo. Devemos entregar-nos ao estudo por amor a Deus e ao próximo, procurando não os nossos interesses, glória ou lucro, mas os interesses de Jesus Cristo".

Uma componente essencial do tema desta conferência – que não vou ter tempo de explicitar – é o estilo de oração de S. Domingos em que o corpo está impregnado da misericórdia de Deus pelo mundo. É uma oração de viagens, é uma oração com os seus irmãos, é uma oração pela noite dentro, em plena solidão, mas povoada pela presença da misericórdia de Deus pela salvação do mundo[13].

E nada disse da geografia dos conventos dominicanos. Por vontade de S. Domingos deviam ser casas modestas, situadas nas cidades. Era aí que o novo mundo estava a nascer. Era a esse mundo que era preciso pregar. Era esse mundo que era preciso salvar.



[1] Da oração pelos catecúmenos, em Seita-feira santa.

[2] Honório III a S. Domingos em 18. 01. 1221, in MOPH (Monumenta Ordinis Praedicatorum Histórica), XXV, p.144. Bula de recomendação de Honório III, 04.02.1221: "Nós vos pedimos, portanto, a todos e vos exortamos instantemente, dando-vos a ordem por esta carta apostólica, de os receber com caridade quando eles chegarem à vossa região para cumprir o ofício da pregação ao qual eles estão consagrados e de advertir com xelo as populações que vos estão confiadas para acolherem com devoção da boca deles a semente da palavra de Deus. Assisti-los-eis generosamente nas suas necessidades em atenção a Deus e a nós. Vós permitireis com benevolência aos seus sacerdotes, quando isso for oportuno, de ouvirem as confissões dos penitentes e de lhes imporem os seus conselhos salutares".

[3] Primeiras Constituições  O.P., prol.

[4] Ib., Dist. II, c.31.

[5] Honório III a todos os prelados da Igreja, no dia 04. 02. 1221, in MOPH XXV, p. 145.

[6] Regra de S. Agostinho, no fim (11).

[7]Primeiras Constituições, O.P., pról.

[8] Summa Theologiae, III, q. 40, a.1, ad 2; cf. II-II, q. 182, a. 1; q. 188, a. 6

[9] Cit. por P. Regamey, Un Ordre ancien dans un monde actuel – Les Dominicains, Cerf, Paris, 1957, p. 96

[10] cf. Oeuvres Spirituelles, Sources Chrétiennes, Cerf, Paris, 1955, p.87

[11] O Espírito de S. Domingos e a sua intenção na fundação da Ordem dos Pregadores, policopiado, p. 43

[12] Guy Bédouelle, Domonique ou la Grace de la Parole,  Fayard-Mame, Paris, 1982, p. 234

[13] cf. Ibidem, pp.238-246.

 


Bibliografia:

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Guy Bedouelle, Dominique ou la grâce de la Parole, Fayard-Mame, paris, 1982.

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(Conferência extraída do Livro "Conversas à volta dos conventos", Casa do Sul editora, Évora, 2002).

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